Certa vez, me peguei a duvidar. Não há nada que nos incomode mais que a dúvida, ela é perturbadora. Ao me ver muitas vezes duvidando do que o Senhor me prometera, restava-me ainda mais o martírio de me culpar por ter tantas dúvidas a respeito do cumprimento daquilo que Deus me falou certa vez que faria. Cheguei a buscar amenizar a minha culpa vendo o erro dos outros. Que tolo!Pois não há nada que retarde mais o arrependimento que o vitimismo de que sempre há algo de errado, mas não comigo, nunca comigo. Como eu poderia me satisfazer em ver pessoas em seus erros, fracassos,perdas ou tempestades? Reavaliar-me foi difícil e percebi que faltava em mim crer mais ainda. Perguntei-me mais uma vez: Mas como crer depois de tantos golpes, depois de tantas despedidas, depois de sonhos acabados, depois de confianças rompidas? Como?Como entender que todas as coisas negativas que passei não eram para me destruir, pelo contrário? Faltava-me, faltava-me conhecimento, essa falta me deixava a perceber a falta que me faz Te conhecer em verdade para de verdade confiar nos teus propósitos.

Quando comecei a ler que “Todas as coisas cooperam para o meu bem (Rm 8.28)” , que “Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6)”, que ” A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hb 11.1)”, que ao contrário do que o que eu achava na verdade ” A tribulação produzia paciência, a paciência produzia a experiência e a experiência produzia a esperança (Rm 5. 3-4). Como se não bastasse, ainda tinha mais verdades a me serem ditas. De fato, a fé está totalmente ligada com a esperança ( 1 Co 13. 13), inclusive ” a esperança NÃO decepciona (Rm 5.5)”.

Ficou muito mais fácil continuar confiando, mesmo sem ver probabilidades de dar certo. Mesmo com tudo agindo contra o que eu esperava, ficou mais suave depois que comecei a conhecer verdadeiramente quem conduzia a minha história,. Saber e entender que o Senhor me conhece (Sl 139.1), que sabe da minha estrutura limitada (Sl103.14), sabe também até onde consigo suportar (1 Co 10.13).

Então, por que desconfiar de quem nunca fez nada para o meu mal? Pelo contrário, tudo quanto fez ou permitiu cooperava para o meu bem (Rm 8.28). Um bem que talvez eu não entendesse naquele momento, assim como Pedro quando questionou tal atitude de Jesus e o mesmo respondeu que o que Ele fazia provavelmente não entenderíamos, mas depois passaríamos a entender (Jo 13.7). Ele me fez ver com clareza que nunca me deixou afundar em nenhuma de minhas crises, que esteve sempre comigo, deu TUDO por mim, faz tudo por mim, planeja para mim planos de paz (Jr 29.11). Portanto, faço minhas as palavras do autor aos Hebreus quando diz: “Sem duvidar, mantenhamos inabalável a confissão da nossa esperança, porquanto quem fez a Promessa é fiel” (Hb 10.23)

A fé é o combustível para continuar em esperança.

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Érika Thalyta

Acadêmica de Psicologia, atualmente trabalho como vendedora, amo ler principalmente Max Lucado e Augusto Cury. Suicídio para mim sempre foi um tema por sua vez desafiador, como desafiadora que sou, quero enfrentar essa guerra para entender um pouco sobre e poder ajudar onde meus pés chegarem.

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