Tipos de Suicídio – 3 – Suicídio Anômico

O Suicídio é um livro que foi um dos pilares no campo da sociologia. Escrito pelo sociólogo Francês Émile Durkheim e publicado em 1897, foi um estudo de caso sobre o suicídio, publicação única em sua época, que trouxe um exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita (Wikipedia). Nesta monografia, Émile Durkheim propõe quatro tipos de Suicídio em Durkheim: Egoísta, Altruísta, Anómico e Fatalista.


O suicídio anômico reflete a confusão moral de um indivíduo e a falta de direção social, que está relacionada a uma dramática agitação social e econômica. É o produto da desregulamentação moral e da falta de definição de aspirações legítimas por meio de uma ética social restritiva, que poderia impor significado e ordem à consciência individual. Isso é sintomatologia de um fracasso do desenvolvimento econômico e da divisão do trabalho em produzir a solidariedade orgânica de Durkheim. As pessoas não sabem onde se encaixam em suas sociedades. Durkheim explica que este é um estado de desordem moral em que as pessoas não conhecem os limites de seus desejos e estão constantemente em estado de decepção. Isso pode ocorrer quando eles passam por mudanças extremas na riqueza; embora isso inclua ruína econômica, também pode incluir ganhos inesperados – em ambos os casos, as expectativas anteriores da vida são descartadas e novas expectativas são necessárias antes que possam julgar sua nova situação em relação aos novos limites.

O suicídio anômico foi de particular interesse para Durkheim, pois ele o dividiu em quatro categorias: anomia econômica aguda e crônica e anomia doméstica aguda e crônica. Cada um envolvia um desequilíbrio de meios e necessidades, onde os meios eram incapazes de atender às necessidades.

Cada categoria de suicídio anômico pode ser descrita brevemente da seguinte forma:

  • Anomia econômica aguda : diminui esporadicamente a capacidade das instituições tradicionais (como religião, sistemas sociais, pré-industriais, etc.) de regular e atender às necessidades sociais.
  • Anomia econômica crônica : diminuição a longo prazo da regulação social. Durkheim identificou esse tipo com a revolução industrial em andamento, que corroeu os reguladores sociais tradicionais e frequentemente falhava em substituí-los. Os objetivos industriais de riqueza e propriedade eram insuficientes para proporcionar felicidade, como demonstrado pelas taxas mais altas de suicídio entre os ricos do que entre os pobres.
  • Anomia doméstica aguda: mudanças repentinas no nível microssocial resultaram em incapacidade de adaptação e, portanto, taxas de suicídio mais altas. A viuvez é um excelente exemplo desse tipo de anomia.
  • Anomia doméstica crônica: refere-se à maneira como o casamento, como instituição, regulava o equilíbrio entre meios e comportamentos sexuais e comportamentais entre homens e mulheres. O casamento forneceu regulamentos diferentes para cada um, no entanto. Os solteiros tendiam a cometer suicídio a taxas mais altas do que os homens casados, devido à falta de regulamentação e estabelecer metas e expectativas. Por outro lado, o casamento tradicionalmente serviu para regular demais a vida das mulheres, restringindo ainda mais suas oportunidades e objetivos já limitados. As mulheres solteiras, portanto, não experimentam anomia doméstica crônica quase tão frequentemente quanto os homens solteiros.

Vale ressaltar que Durkheim sofreu e sofre duras críticas quanto a sua teoria social do suicídio, pois embora a teoria do suicídio de Durkheim tenha contribuído muito para a compreensão do fenômeno por causa de sua ênfase nos fatores sociais, e não nos fatores biológicos ou pessoais, a principal desvantagem da teoria é que ele enfatizou demais apenas um fator, o fator social,e esqueceu ou minou outros fatores, tornando sua teoria unilateral.


Somos um grupo de pessoas que pensam na vida sob as mais diversas perspectivas. O nosso objetivo é a vida, no que for possível, é salvar vidas, sobretudo, com a informação clara e objetiva. A pessoa humana tem a nossa atenção; afirmamos que, sob nenhuma circunstância o suicídio é justificável, todavia, sob nenhuma aspecto a pessoa deve ser marginalizada, condenada.

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Somos um grupo de pessoas que pensam na vida sob as mais diversas perspectivas. O nosso objetivo é a vida, no que for possível, é salvar vidas, sobretudo, com a informação clara e objetiva. A pessoa humana tem a nossa atenção; afirmamos que, sob nenhuma circunstância o suicídio é justificável, todavia, sob nenhuma aspecto a pessoa deve ser marginalizada, condenada.

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